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	<title>Ironi Spuldaro &#187; Artigos</title>
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		<title>A catequese de Bento XVI na Audiência Geral</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 17:15:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Espírito de Cristo como princípio interior de todo o nosso agir
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 16 de maio de 2012(ZENIT.org) &#8211; Apresentamos a catequese...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Espírito de Cristo como princípio interior de todo o nosso agir</p>
<p>CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 16 de maio de 2012(<a title="Zenit.org" href="http://www.zenit.org/article-30339?l=portuguese" target="_blank">ZENIT.org</a>) &#8211; Apresentamos a catequese do Santo Padre Bento XVI dirigida aos fiéis e peregrinos reunidos na praça de São Pedro.</p>
<p>Queridos irmãos e irmãs,</p>
<p>Nas últimas catequeses refletimos sobre a oração nos Atos dos Apóstolos, hoje gostaria de começar a falar sobre a oração nas cartas de São Paulo, o apóstolo dos gentios. Antes de tudo, queria fazer notar como as suas cartas sejam introduzidas e se fechem com expressões de oração: no início agradecimento e louvor, e no final, desejo de que a graça de Deus guie o caminho das comunidades as quais é endereçada a carta. Entre a fórmula de abertura: &#8220;agradeço o meu Deus por meio de Jesus Cristo&#8221; (Rm 1,8), e o desejo final: &#8220;a graça do Senhor Jesus esteja com todos vocês&#8221; (I Cor. 16,23), se desenvolvem os conteúdos das cartas do Apóstolo. Aquela de São Paulo é uma oração que se manifesta em uma grande riqueza de formas que vão desde o agradecimento à benção, do louvor ao pedido de intercessão, do hino à súplica: uma variedade de expressões que demonstra como a oração envolva e penetre todas as situações da vida, sejam aquelas pessoais, sejam aquelas das comunidade às quais se dirige.</p>
<p>Um primeiro elemento que o apóstolo quer nos fazer compreender é que a oração não deve ser vista como uma simples obra boa feita por nós para Deus, uma ação nossa. É, antes de tudo, um dom, fruto da presença viva, vivificante do Pai e de Jesus Cristo em nós. Na carta aos Romnanos, escreve: &#8220;Do mesmo modo, o Espírito Santo vem em auxílio à nossa fraqueza: não sabemos, de fato, como rezar em modo conveniente, mas o Espírito mesmo intercede com gemidos inefáveis (8,26). E sabemos como é verdadeiro o que diz o Apóstolo: &#8220;Não sabemos como rezar em modo conveniente&#8221;. Queremos rezar, mas Deus está distante, não temos as palavras, a linguagem para falar com Deus, nem mesmo o pensamento. Podemos somente nos abrir, colocar o nosso tempo à disposição de Deus, esperar que Ele nos ajude a entre em verdadeiro diálogo. O apóstolo diz: exatamente essa falta de palavas, essa ausência de palavras, e também o desejo de entrar em contato com Deus, é a oração que o Espírito Santo não somente entende, como leva, interpreta diante de Deus. Exatamente essa nossa fraqueza se torna, através do Espírito Santo, verdadeira oração, verdadeiro contato com Deus. O Espírito Santo é quase um intérprete que faz com que Deus entenda aquilo que queremos dizer.</p>
<p>Na oração nós experimentamos, mais que em outras dimensões da existência, a nossa fraqueza, a nossa pobreza, o nosso ser criaturas, porque somos colocados diante da Onipotência e da transcendência de Deus. E quanto mais progredimos na escuta e no diálogo com Deus, para que a oração se torne o respiro cotidiano da nossa alma, mais percebemos a dimensão do nosso limite, não somente diante das situações concretas de cada dia, mas também em relação ao próprio relacionamento com o Senhor. Cresce então em nós, a necessidade de confiar, de confiarmo-nos sempre mais a Ele; compreendemos que &#8220;não sabemos&#8230;como rezar de modo conveniente&#8221; (Rom 8,26). E é o Espírito Santo que ajuda a nossa incapacidade, ilumina a nossa mente e esquenta o nosso coração, guiando o nosso dirigir-se a Deus. Para São Paulo, a oração é, sobretudo, o agir do Espírito Santo na nossa humanidade, que se encarrega da nossa fraqueza e transforma-nos de homens ligados às realidades materiais em homem espirituais. Na primeira Carta aos Coríntios diz: &#8220;Agora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito de Deus para conhecer aquilo que Deus nos deu. Desta nós falamos, com palavras não sugeridas pela sabedoria humana, mas sim, ensinadas pelo Espírito, exprimindo coisas espirituais em termos espirituais&#8221; (2,2-12). Com o seu habitar na nossa fragilidade humana, o Espírito Santo nos transforma, intercede por nós, nos conduz às alturas de Deus (Rom 8,26).</p>
<p>Com essa presença do Espírito Santo se realiza a nossa união a Cristo, já que se trata do Espírito do Filho de Deus, no qual nos tornamos filhos. São Paulo fala do Espírito de Cristo (Rom 8,9), não somente do Espírito de Deus. É obvio: se Cristo é o Filho de Deus, o seu Espírito é também Espírito de Deus e assim, se o Espírito de Deus, Espírito de Cristo, se torna já muito próximo a nós no Filho de Deus e no Filho do Homem, o Espírito de Deus se torna também espírito humano e nos toca; podemos entrar na comunhão do Espírito. É como se disesse que não somente Deus Pai se fez visível: na Encarnação do Filho, mas também o Espírito de Deus se manifesta na vida e na ação de Jesus, de Jesus Cristo, que viveu, foi crucificado, morreu e ressuscitou. O Apóstolo recorda que &#8220;ninguém pode dizer &#8220;Jesus é o Senhor&#8221;, se não sob a ação do Espírito Santo&#8221; (I Cor 12,3). Portanto, o Espírito orienta o nosso coração a Jesus Cristo, de modo que não sejamos mais nós a viver, mas Cristo a viver em nós&#8221; (Gal 2,20). Nas suas Catequeses sobre os Sacramentos, refletindo sobre a Eucaristia, Santo Ambrósio afirma: &#8220;Quem se inebria do Espírito, está enraizado em Cristo&#8221; (5,3.17: PL 16, 450).</p>
<p>E gostaria agora de evidenciar três consequências da nossa vida cristã quando deixar operar em nós não o Espírito do mundo, mas o Espírito de Cristo como princípio interior de todo o nosso agir.</p>
<p>Antes de tudo, com a oração animada pelo Espírito, somos colocados em condição de abandonar e superar todo medo e escravidão, vivendo a autêntica liberdade dos filhos de Deus. Sem a oração que alimenta cada dia o nosso ser em Cristo, em uma intimidade que cresce progressivamente, nos encontramos na condição descrita por São Paulo na Carta aos Romanos: não fazemos o bem que queremos, mas sim, o mal que não queremos(Rom 7,19). E esta é a expressão de alienação do ser humano, de destruição da nossa liberdade, para as circunstâncias do nosso ser para o pecado original: queremos o bem que não fazemos e fazemo aquilo que não queremos, o mal. O Apóstolo quer fazer entender que não é a nossa vontade a liberar-nos desta condições e nem mesmo a Lei, mas sim, o Espírito Santo. E já que, &#8220;onde está o Espírito do Senhor, está a liberdade&#8221; (II Cor 3,17),com a oração experimentamos a liberdade doada pelo Espírito: uma liberdade autêntica, que é liberdade  do mal e do pecado, para o bem e para a vida, para Deus. A liberdade do Espírito, continua São Paulo, não se identifica nunca com a libertinagem, nem com a possibilidade de fazer a escolha pelo mal, mas sim, com o fruto do Espírito que é amor, alegria, paz, magnamidade, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio de si&#8221; (Gal 5,22). Esta é a verdadeira liberdade: poder realmente seguir o desejo do bem, da verdaeira alegria, da comunhão com Deus e não ser oprimido pelas circunstâncias que nos pedem outras direções.</p>
<p>Uma segunda consequência se verifica na nossa vida quando deixamos agir em nós o Espírito de Cristo é que o relacionamento com o próprio Deus se torna tão profundo ao ponto de não ser corrompido por nenhuma realidade ou situação. Compreendemos então que com a oração não somos liberados das provas ou dos sofrimentos, mas podemos vivê-los em união com Cristo, com os seus sofrimentos, na expectativa de participar também da sua glória (Rom 8,17). Muitas vezes, na nossa oração, pedimos a Deus de sermos liberados do mal físico e espiritual, e o fazemos com grande confiança. Todavia, frequentemente temos a impressão de não sermos ouvidos e então caímos no risco de nos desencorajarmos e de não perseverar. Na realidade, não existe grito humano que não escutado por Deus e exatamente na oração constante e fiel, compreendemos com São Paulo que os sofrimentos do tempo presente não impedem a glória futura que será revelada em nós (Rom 8,18). A oração não nos isenta da prova ou dos sofrimentos, mas &#8211; diz São Paulo -  nós gememos interiormente esperando a adoração de filhos, a redenção do nosso corpo&#8221; (Rom 8,26); ele diz que a oração não nos isenta do sofrimento, mas a oração nos permite vivê-lo e enfrentá-lo com uma força nova, com a mesma confiança de Jesus, o qual &#8211; segundo a carta aos hebreus &#8211; &#8220;nos dias da sua vida terrana ofereceu orações e súplicas com fortes gritos e lágrimas, a Deus que podia savá-lo da morte e, pelo seu pleno abandono, foi ouvido&#8221; (5,7). A resposta de Deus Pai ao Filho, aos seus fortes gritos e lágrimas, não foi a libertação dos sofrimentos, da cruz, da morte, mas foi uma realização muito maior, uma resposta muito mais profunda; através da cruz e da morte, Deus respondeu com a ressurreição do Filho, com a nova vida. A oração animada pelo Espírito Santo leva-nos também a viver cada dia o caminho da vida com suas provas e sofrimentos, na plena esperança, na confiança em Deus que responde como respondeu a seu Filho.</p>
<p>E, terceiro, a oração do fiel se abre também às dimensões da humanidade e de toda a criação, tomando a ardente expectativa da criação, colocada em direção à revelação dos filhos de Deus (Rom 8,19). Isso significa que a oração, sustentada pelo Espírito de Cristo que fala no íntimo de nós mesmos, não fica nunca presa em si mesma, não é somente uma oração por mim, mas se abre à divisão dos sofrimentos do nosso tempo, dos outros. Se torna intercessão pelos outros, e assim liberação de mim, canal de esperança para toda a criação, expressão daquele amor de Deus que foi derramos sobre os nosso corações por meio do Espírito que nos foi dado (Rom 5,5). E exatamente esse é um sinal de verdadeira oração, que não se encerra em nós mesmos, mas se abre aos outros e assim me libera, assim ajuda a redenção do mundo.</p>
<p>Queridos irmãos e irmãs, São Paulo nos ensina que na nossa oração devemos abrir-nos à presença do Espírito Santo, o qual reza em nós com gemidos inexprimíveis, para levar-nos a aderir a Deus com todo o nosso coração e com todo o nosso ser. O Espírito de Cristo se torna a força da nossa oração &#8220;fraca&#8221;, a luz da nossa oração &#8220;apagada&#8221;, o fogo da nossa oração &#8220;árida&#8221;, doando-nos a verdadeira liberdade interior, ensinando-nos a viver enfrentando as provas da existência, na certeza de não estarmos sós, abrindo-nos aos horizontes da humanidade e da criação &#8221; que geme e sofre as dores de parto&#8221; (Rom 8,22).</p>
<p>Obrigado!</p>
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		<title>Amor de mãe</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 14:53:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agencia Catolica</dc:creator>
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No Dia das Mães, falar de mãe leva-nos a pensar no amor fraterno, divino, maternal e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: <strong>Dom Paulo Mendes Peixoto &#8211; Arcebispo de Uberaba</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p>No Dia das Mães, falar de mãe leva-nos a pensar no amor fraterno, divino, maternal e solidário. Falar de um amor que só pode existir em função do outro. Foi o que aconteceu com Jesus Cristo, tendo um amor não só pelos judeus, mas também pelos pagãos. O amor não pode ser abstrato, mas uma experiência concreta de vida.</p>
<p>Numa visão propriamente de fé, a mãe é aquela que personaliza, em si, a figura criadora, a educadora e a amorosa de Deus. Ela consome sua vida para dar vida feliz aos filhos. A verdadeira mãe não minimiza seus esforços para educar bem, acompanhando os filhos, encaminhando-os para uma vida digna e saudável.</p>
<p>A centralidade da vida e da convivência de uma família, de uma comunidade ou de um grupo de pessoas, deve ser o amor. Foi este o grande anúncio de Jesus Cristo, mostrando aos seus apóstolos e às primeiras comunidades cristãs o que deve ser a sua identidade. Convive bem quem ama de verdade e reconhece o valor do outro.</p>
<p>A expressão “meu amor” não pode se transformar em “meu pesadelo”, porque amar é um bem precioso e não pode ser banalizado. Ele possibilita uma relação justa entre as pessoas e leva a uma atitude de libertação, porque ninguém deve ser escravo de ninguém. Não fomos criados para uma submissão arbitrária.</p>
<p>Mãe é sinal de amor. Deus é Pai e Mãe de todos nós. Sem amor, sem Deus e sem mãe, ninguém de nós existiria. Somos frutos de uma experiência de amor, de uma doação certamente sem limites, inclusive com enfrentamento de sacrifícios e sofrimentos. É uma experiência que dignifica e dá sentido de viver às pessoas.</p>
<p>A vida de comunidade, com desafios e diversidades, deve ser a convergência de expressões e práticas concretas de amor. Ela não é diferente de uma vida familiar, onde todos dever perseguir o bem de seus membros. Aqui podemos até fazer uma correlação existente entre o amor de Deus, o da comunidade e o de mãe.</p>
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		<title>Redescobrir a oração</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 15:40:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agencia Catolica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por: Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte &#8211; MG
A oração é um exercício fundamental na busca pela qualidade de vida....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Dom Walmor Oliveira de Azevedo<br />
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte &#8211; MG</p>
<p>A oração é um exercício fundamental na busca pela qualidade de vida. Nas indicações que não podem faltar, especialmente para a vida cristã, estão a prática e o cultivo disciplinado da oração. É um exercício que tem força incomparável em relação às diversas abordagens de autoajuda, como livros e DVDs, muito comuns na atualidade.</p>
<p>A crise existencial contemporânea, em particular na cultura ocidental, precisa redescobrir o caminho da oração para uma vida de qualidade. Equivocado é o entendimento que pensa a oração como prática exclusiva de devotos. A oração guarda uma dimensão essencial da vida cristã. Cultivar essa prática é um segredo fundamental para reconquistar a inteireza da própria vida e fecundar o sentido que a sustenta.</p>
<p>É muito oportuno incluir entre as diversificadas opiniões, junto aos variados assuntos discutidos cotidianamente, o que significa e o que se pode alcançar pelo caminho da oração. Perdê-la como força e não adotá-la como prática diária é abrir mão de uma alavanca com força para mover mundos. A fé cristã, por meio da teologia, tem por tradição abordar a importância da oração ao analisar a sua estrutura fundamental, seus elementos constitutivos, suas formas e os modos de sua experiência. Trata-se de uma importante ciência e de uma prática rica para fecundar a fé.</p>
<p>A oração tem propriedades para qualificar a vida pessoal, familiar, social e comunitária. Muitos podem desconhecer, mas a oração pode ser um laço irrenunciável com o compromisso ético. É prática dos devotos, mas também um estímulo à cidadania. Ao contrário de ser fuga das dificuldades, é clarividência e sabedoria, tão necessários no enfrentamento dos problemas. Na verdade, a oração faz brotar uma fonte interior de decisões, baseadas em valores com força qualitativa.</p>
<p>A oração como prática e como inquestionável demanda, no entanto, passa, por razões socioculturais, por uma crise. Aliás, uma crise numa cultura ocidental que nunca foi radicalmente orante. O secularismo e a mentalidade racionalista se confrontam com aspectos importantes da vida oracional, como a intercessão e a contemplação. Diante desse cenário, é importante sublinhar: paga-se um preço muito alto quando se configura o caminho existencial distante da dimensão transcendente. O distanciamento, o desconhecimento e a tendência de banir o divino como referencial produzem vazios que atingem frontalmente a existência.</p>
<p>É longo o caminho para acertar a compreensão e fazer com que todos percebam o horizonte rico e indispensável da oração. Faz falta a clareza de que existem situações e problemas que a política, a ciência e a técnica não podem oferecer soluções, como o sentido da vida e a experiência de uma felicidade duradoura. A oração é caminho singular. É, pois, indispensável aprender a orar e cultivar a disciplina diária da oração. Tratar-se de um caminhar em direção às raízes e ao essencial. Nesse caminho está um remédio indispensável para o mundo atual, que proporciona mais fraternidade e experiências de solidariedade.</p>
<p>A lógica dominante da sociedade contemporânea está na contramão dessa busca. Os mecanismos que regem o consumismo e a autossuficiência humana provocam mortes. Sozinho, o progresso tecnológico, tão necessário e admirável, produz ambiguidades fatais e inúmeras contradições. Orar desperta uma consciência própria de autenticidade. Impulsiona à experiência humilde do próprio limite e inspira a conversão. É recomendação cristã determinante dos rumos da vida e de sua qualidade. A Igreja Católica tem verdadeiros tesouros, na forma de tratados, de estudos, de reflexões, e de indicações para o cultivo da oração, que remetem à origem do cristianismo, quando os próprios discípulos pediram a Jesus: “Ensina-nos a orar”. É uma tarefa missionária essencial na fé, uma aprendizagem necessária, um cultivo para novas respostas na qualificação pessoal e do tecido cultural sustentador da vida em sociedade.</p>
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		<title>Ano Novo com a Mãe</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 14:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agencia Catolica</dc:creator>
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Arcebispo de Sorocaba, SP
Os pastores, os mais pobres dentre os pobres de seu tempo, e esquecidos, foram...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues<br />
Arcebispo de Sorocaba, SP</p>
<p>Os pastores, os mais pobres dentre os pobres de seu tempo, e esquecidos, foram os primeiros a receber a notícia da “grande alegria” do nascimento de Jesus, o “Salvador, que é o Cristo-Senhor” (Cf Lc 2,10-12). O coração deles foi inundado por um profundo sentimento de paz vindo do céu, que a terra tal dom era incapaz de dar-lhes: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2,14). A verdade do que sentiam diante do anúncio do celeste canto, eles a constataram quando contemplaram na manjedoura o menino envolto em faixas, tão pobre quanto eles, e viram no semblante da mãe e de José a expressão de uma alegria serena e silenciosa, feita de louvor e de adoração. “Vendo-o, contaram o que lhes fora dito a respeito do menino; e todos os que os ouviam ficavam maravilhados com as palavras dos pastores. Maria, contudo, conservava cuidadosamente todos esses acontecimentos e os meditava em seu coração” (Lc 2,17-19).</p>
<p>Os pastores voltaram felizes para a sua lida cotidiana: “retiraram-se, louvando e agradecendo a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, de acordo com o que lhes tinha sido dito” (Lc 2,20). O mundo continuava o mesmo em toda a parte. O Império continuava, na sua fome de dominação, a impor a “Pax Romana” a todos os povos. Maria, a mãe, longe de se abater por ter dado à luz o seu filho distante de sua casa, em uma gruta, aconchego de ovelhas e pastores nas noites frias e chuvosas, com certeza, meditando, como era seu modo de ser, verificava, com renovada alegria, a verdade do seu canto no qual havia enaltecido o Deus dos pequenos e dos pobres. Ela meditava em seu coração: “como o meu Deus é desconcertante! Quis nascer aqui, no lar de pastores, esquecidos e desconhecidos, despojados de qualquer poder ou riqueza, por isso mesmo, capazes de uma alegria outra que não as falsas alegrias, e ruidosas, dos palácios e das festas dos poderosos”.</p>
<p>Ninguém pode negar: ali reinava a Paz, uma paz profunda, que coração humano algum jamais sonhara. A Mãe, Maria, ia e vinha nos seus pensamentos e sentimentos, revivendo o seu canto, &#8211; o “Magnificat”- na exultação e no louvor. Ela bem sabia que ali estava a Paz, raiz daquela paz sonhada pelos profetas de seu povo: a Paz-Shalom, vida em abundância para todos os homens, paz do céu &#8211; da qual a terra tinha fome &#8211; na gruta de Belém, a “casa do pão”. Naquela manjedoura estava a proclamação da dignidade de todos os homens, amados por Deus por si mesmos, imagem e semelhança do seu próprio ser.</p>
<p>Celebrar o Natal é, com a Mãe de Deus, anunciar que no mistério de cada ser humano se esconde o mistério maior do próprio Deus. Aquele recém-nascido não é ele mesmo Emanuel, Deus-conosco? Como não ver de agora em diante em cada pessoa a presença misteriosa do Filho de Deus!? O que a Mãe compreende e nos ensina é que o nosso Deus se misturou conosco – fez-se um de nós – e quis vir no despojamento para nos indicar que nossa grandeza não nos vem de fora – vestes finas, palácios, prestígio humano &#8211; mas está insculpida em nosso próprio ser, onde brilha refletida a imagem daquele cuja face está sempre voltada para nós a nos contemplar com ternura de Pai.</p>
<p>Fora desta experiência não há conversão, não há mudança, não há esperança. A paz está na Verdade, oculta na fragilidade de uma criança e luminosa no olhar da mãe, que contempla, tomada de ternura, o infinito do amor na pequenez do menino envolto nos panos da humana pobreza. É preciso crer que o mistério de Deus se esconde e se dá a nós no outro, irmão, que bate à nossa porta em busca de abrigo. Reconhecer em si mesmo e nos outros essa verdade e fazer dela a alma da convivência humana é caminho seguro para implantar a paz no mundo. Que o olhar da mãe Maria se torne nosso para podermos desfrutar da imensa alegria de experimentar a presença do mistério de Deus na pobreza de nossa existência! E que o ano, que está começando, seja de paz para toda a humanidade! Amém.</p>
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		<title>Papa Bento XVI lembra o sentido religioso do Natal</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 14:02:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agencia Catolica</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: cnbb.org.br</p>
<p>O papa Bento XVI lamentou , na audiência geral desta quarta-feira, 21 dedezembro, a perda do &#8220;valor religioso&#8221; da celebração do Natal, convidando os cristãos a viverem esta festa de forma &#8220;autenticamente cristã&#8221;. &#8220;Na sociedade atual, onde infelizmente as festas que se avizinham estão a perder progressivamente o seu valor religioso, é importante que os sinais exteriores destes dias não nos afastem do significado genuíno do mistério que celebramos&#8221;, disse o Papa.</p>
<p>Diante de milhares de peregrinos reunidos na sala Paulo VI, Bento XVI pediu orações &#8220;por aqueles que passam por duras provas&#8221;. &#8220;Que nestes dias santos, a caridade cristã se mostre singularmente ativa para com os mais necessitados. Para os pobres não pode haver adiamentos&#8221;, assinalou. O Papa destacou que no Natal não se celebra &#8220;o simples aniversário do nascimento de Jesus&#8221;, mas &#8220;um profundo mistério que continua a marcar a história humana, hoje&#8221;.</p>
<p>&#8220;A celebração do Natal recorda-nos que, naquele Menino nascido em Belém, Deus se aproximou de todos e cada um dos homens; nós podemos encontrá-lo agora, num &#8216;hoje&#8217; sem ocaso&#8221;, declarou, em português. &#8220;De fato, na liturgia, aquele acontecimento ultrapassa os confins do tempo e do espaço e torna-se presente hoje, o seu efeito perdura no decorrer dos dias, dos anos, dos séculos&#8221;, acrescentou.</p>
<p>O Natal, destacou Bento XVI, &#8220;celebra a entrada de Deus na história, fazendo-se homem&#8221; e aponta &#8220;para lá de si mesmo, para a redenção&#8221; da humanidade &#8220;na cruz e na glória da ressurreição&#8221;. &#8220;É verdade que a redenção do homem se deu num período concreto da história, ou seja, na vida de Jesus de Nazaré, mas Jesus é o Filho eterno de Deus; o Eterno entrou no tempo e no espaço, para tornar possível o encontro com Ele &#8216;hoje&#8217;&#8221;, observou. Aludindo à &#8220;ternura e amor de Deus&#8221; que se celebra neste período, o Papa citou uma expressão da liturgia católica, na qual se afirma &#8216;hoje nasceu o nosso Salvador&#8217;. &#8220;Este termo «hoje» não é uma palavra vazia, mas significa que Deus nos dá a possibilidade de o reconhecer e acolher agora &#8211; como fizeram outrora os pastores em Belém -, para que nasça também na nossa vida e a renove, ilumine e transforme com a graça da sua presença&#8221;, indicou.</p>
<p>Na saudação aos peregrinos de língua portuguesa, Bento XVI desejou, de novo, &#8220;um Natal verdadeiramente cristão&#8221;. &#8220;Que os votos de «Boas Festas», que ides trocar uns com os outros, sejam expressão da alegria que sentis por saber que Deus está no meio de nós e deseja percorrer conosco o caminho da vida. Para todos, um santo Natal e um bom Ano Novo, repleto das bênçãos do Deus Menino&#8221;, concluiu.</p>
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		<title>O Menino Jesus e o Papai Noel</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 14:20:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agencia Catolica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em tempos passados não muito distantes, Papai Noel esteve sempre relacionado ao Menino Jesus. Nos dias atuais, infelizmente, andam separados. Por toda parte onde o...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempos passados não muito distantes, Papai Noel esteve sempre relacionado ao Menino Jesus. Nos dias atuais, infelizmente, andam separados. Por toda parte onde o velhinho aparece, o Aniversariante da festa não é lembrado, mas posto fora da cena.</p>
<p>Sacoleiro errante, demonstrando preferências por crianças ricas, é a maneira como geralmente se apresenta. Perdeu-se no tempo sua figura original de mensageiro do Menino Jesus. Conformou-se passar por “Velho Propaganda” do consumismo, seu novo emprego. Nada mais do que um assalariado sazonal.</p>
<p>Colado em paredes e portas de lojas comerciais, pendurado em árvores de Natal psicodélicas, caminhando sem destino pelas ruas da cidade, o que pode significar sua imagem? Para alguns, talvez, lembre aquela felicidade nostálgica dos anos que não voltam mais. Para outros, pode representar momentos de fuga de uma vida sofrida e mergulhada em lutas sem fim. Para outros, ainda, será uma figura lendária que aparece todo fim de ano trazendo ilusões.</p>
<p>Pelas ondas do rádio, exibe uma voz atraente e acolhedora e, nas telas da TV, abraça e beija crianças. Viaja na internet com o nome de Santa Claus, a trazer presentes virtuais&#8230; Mas, de fato, esse Papai Noel moderno só pensa numa coisa e só trabalha por uma causa: vender, vender e sempre mais vender. Vende e dá muitos presentes. Quando vende, explora quem tem e quem não tem. Quando dá presentes para quem tem, só presentes novos e caros. Para quem não tem, presentes usados. Alheio ao sofrimento dos outros, nunca é visto chorando, mas sempre sorridente.</p>
<p>Na calada da noite, durante o sono das crianças, entra de mansinho nas moradias, ora descendo por chaminés, ora pulando pelas sacadas das janelas, sempre fantasiosamente esperado.</p>
<p>É um trabalho menos árduo do que caminhar pelas favelas. Não é hábito seu ir aonde as crianças não colocam o par de sapatinhos ao pé da cama, lá onde andam descalças e dormem no chão.</p>
<p>Tenho saudades do Papai Noel da “aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais&#8230;”. Aquele velhinho corado, barbas brancas, faces iluminadas de carinho, sorriso aberto e braços ainda mais abertos, aparentemente parecido com esse Papai Noel de hoje. Na realidade, um bem diferente do outro.</p>
<p>Vinha ele, o da minha infância querida, carregado de presentes para o Menino Jesus do Presépio lá de casa distribuí-los aos grandes e pequenos e à família da empregada que passava esse dia da fraternidade conosco. Sim, era o Menino Jesus quem repartia os presentes. Costume que ainda perdura em algumas famílias, Papai Noel traz presentes e os entrega em nome do recém-nascido na manjedoura de Belém.</p>
<p>Revivia-se com tão expressivo gesto o pleno sentido da profecia de Isaías: “Um menino nasceu para nós” (9,5). Ele é o presente de Deus à humanidade, motivo maior de nossa confraternização, manifestada na troca de presentes nessa Noite Feliz e de Paz.</p>
<p>Lenda ou história, Papai Noel da minha infância querida lembrava também São Nicolau, lá do século VI, que, nas noites de Natal, percorria as moradas dos pobres, repartindo com eles as doações dos fiéis em homenagem ao Pobrezinho que nasceu em Belém.</p>
<p>Haverá quem nasça mais pobremente? Escreve o Apóstolo Paulo aos Filipenses, que o Filho de Deus não se apegou de modo ciumento à sua condição divina, mas, “esvaziou-se a si mesmo e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana” (Fl 2, 6-7). Sua presença no meio de nós, nossa maior riqueza, foi a graça que recebemos de nos tornarmos filhos do mesmo Pai que fez de todos nós irmãos do seu Filho (Jo 1,16).</p>
<p>Nasceu pobremente – no sentido real da expressão – ao relento, “do lado de fora da casa, pois dentro não havia lugar para ele”. Sua Mãe “envolveu-o em faixas e reclinou-o na manjedoura de animais”, seu primeiro berço. Na predição de Isaías, é chamado de “Emanuel” (Deus-conosco) e, na voz do Anjo aos pastores de Belém, proclamado o Salvador. Só conheceu dois tronos: a Manjedoura e a Cruz. Ao perpetuar-nos sua memória na Eucaristia, transformou-os na mesa da Ceia.</p>
<p>Na sociedade consumista, o símbolo mais evocativo do Natal é o Papai Noel sequestrado pelas forças do poder econômico que urge delas libertá-lo. Desejamos que volte a ser mensageiro da Boa-Nova anunciada a uma Virgem de Nazaré chamada Maria: “Eis que darás à luz um filho e o chamarás Jesus”, bem como anunciada aos pastores que guardavam o rebanho nos campos de Belém: “Nasceu-nos hoje um Salvador”. Festejar o Natal ignorando o Aniversariante da festa, eis a mais triste alienação.</p>
<p>Papai Noel dos tempos da internet está com outra identidade. Não é mais aquele. Não sabe mais que, um dia, sua missão foi parecida, também, com a de João Batista, o precursor. Ele “não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz” (Jo 1,27). Aos contemporâneos, alertou com severa advertência totalmente válida após dois mil anos: “No meio de vós está alguém que não conheceis” (Jo 1,26).</p>
<p>A alegria do Natal seria mais completa se Papai Noel testemunhasse como João Batista, a respeito do Menino Jesus, o Aniversariante: “É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30).</p>
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		<title>Frei Raniero Cantalamessa</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 16:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agencia Catolica</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Começou nesta sexta-feira, 02, o retiro de advento direcionado ao Papa e a Cúria Romana, o qual será conduzido pela pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa. A pedido de Bento XVI , o teólogo capuchinho fará durante o retiro voltado para o atual tempo litúrgico, pregações sobre a evangelização na história da Igreja. Será uma recapitulação de momentos chave em que a Igreja sentiu a necessidade de um maior empenho missionário.</p>
<p><strong>O anunciador não é maior que o anúncio </strong></p>
<p>Nessa primeira pregação, Raniero Cantalamessa falou sobre a força do anúncio evangélico e o papel que deve ser assumido por aquele que anuncia. O Frei, tomando o trecho do Evangelho que narra a parábola do Semeador, explicou que a razão essencial do sucesso da missão cristã não depende do portador da Palavra, mas da própria palavra.</p>
<p>&#8220;Aquilo que os historiadores das origens cristãos não registram ou quase não citam é a inabalável certeza que os cristãos de então, ao menos os melhores, tinham a respeito da bondade e da vitoria final da causa deles&#8221;.</p>
<p>A partir dessa afirmação acima citada, Raniero continuou o discurso falando sobre as convicções que devem estar no coração dos novos evangelizadores acerca da fé.</p>
<p>&#8220;Me parece, por isso, uma verdadeira inspiração do Espírito Santo aquela que levou o Santo Padre a instituir o ano da fé de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013. O sucesso da nova evangelização dependerá,de fato, da massa de fé que se conseguirá criar na Igreja, entre os próprios evangelizadores&#8221;, salientou.</p>
<p><strong>A difusão do cristianismo nos primeiros três séculos</strong></p>
<p>Catalamessa recorda que nos primeiros tempos do cristianismo seguir Cristo era uma escolha pessoal que levava as pessoas a realmente contra uma corrente que os ameaçava. Esta novidade cristã se espalhava rapidamente, pois tinha justamente um caráter universal.</p>
<p>&#8220;Os cristãos faziam todo o esforço possível para difundir sua fé colocando isso como a coisa mais importante da vida.Já na segunda metade do século III que as iniciativas começam a se tornar mais coordenadas e sustentadas pelas comunidades locais que se tornam, mais que nunca, protagonistas na evangelização&#8221;, ressaltou.</p>
<p><strong>Críticas a Dan Brown</strong></p>
<p>“Afirmações como aquela de Dan Brown no livro “O Código Da Vince” que diz que teria sido Constantino, por motivos pessoais, a transformar,  com o seu édito de tolerância e com o Concílio de Nicéia, uma obscura seita judaica na religião do império, é baseado em uma total ignorância que precederam esses eventos”, reforça Cantalamessa.</p>
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		<title>Prefeito da Congregação para o Clero</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 15:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agencia Catolica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por: Leonardo Meira Da Redação
O prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Mauro Piacenza, enviou uma Mensagem aos sacerdotes de todo o mundo por...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Leonardo Meira Da Redação</p>
<p>O prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Mauro Piacenza, enviou uma Mensagem aos sacerdotes de todo o mundo por ocasião do Tempo do Advento. No texto, ele propõe particularmente uma atitude de Maria como modelo a se viver durante o Advento: a vigilância.</p>
<p>&#8220;Cristo guarda incessantemente a sua Igreja e a cada um de nós! A Santíssima Mãe de Jesus e nossa é constantemente vigilante e nos guarda! A atitude de vigilância à qual o Senhor nos chama é aquela apaixonada observação do real, que nos conduz a duas direções fundamentais: a memória do nosso encontro com Cristo e do grande mistério de sermos Seus sacerdotes, e a abertura à &#8216;categoria da possibilidade&#8217;&#8221;, escreve.</p>
<p>Acesse<br />
.: NA ÍNTEGRA:<a title="Mensagem do Cardeal Piacenza" href="http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=284399"> Mensagem do Cardeal Piacenza</a></p>
<p>Piacenza recorda que a Virgem Maria continuamente &#8220;fazia memória&#8221; dos acontecimentos que Deus operou em sua vida e, ao mesmo tempo, vivia disponível e aberta ao &#8220;possível&#8221;, ou seja, à concretização da amorosa Vontade de Deus nas circunstâncias quotidianas e mais inesperadas.</p>
<p>&#8220;Peçamos a Ela que nos dê um coração que seja capaz de reviver o Advento de Cristo na nossa própria vida, que seja capaz de contemplar o modo em que o Filho de Deus, no dia da nossa ordenação, de forma radical e definitiva, marcou toda a nossa existência, imergindo-a no Seu Coração sacerdotal, e como Ele nos renova quotidianamente, na Celebração Eucarística, transfiguração da nossa vida no Advento de Cristo pela humanidade&#8221;, pede.</p>
<p>O Cardeal também pede um coração atento e capaz de reconhecer os sinais do Advento de Jesus na vida de cada homem e, de modo particular, na vida dos jovens confiados aos sacerdotes.</p>
<p>&#8220;A Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe dos Sacerdotes e Rainha dos Apóstolos, obtenha àqueles que lhe pedem humildemente, a paternidade sacerdotal necessária para acompanhar os jovens no alegre e entusiasmante seguimento de Cristo&#8221;.</p>
<p>Piacenza conclui sua mensagem pedindo a cada sacerdote um &#8220;apoio orante&#8221; ao ministério que ele, como Cardeal, desempenha. &#8220;Implorando ao Senhor, diante do presépio, que nos ajude a tornarmo-nos, a cada dia, aquilo que somos!&#8221;.</p>
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		<title>O diabo e sua M.I.S.SA</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 20:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agencia Catolica</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Como tudo de decadente e profano sai do Rio de Janeiro, capital da cultura e da moda do Brasil, a tal festa, infelizmente, também aqui começou. Há pouco tempo, em Outubro, uma das &#8220;festas mais polêmicas e badaladas do RJ&#8221; completou seus dois anos de maléfico nascimento. Houve uma edição da mesma no Pier Mauá no RJ. A organizadora de tal evento (se assim podemos dizer, porque me faltam palavras&#8230;) é a produtora &#8220;Cinco Entretenimentos&#8221;, um dos responsáveis chamasse Rafael Cuia. Alegam que não ferem sentimentos religiosos&#8230; É Inacreditável que ainda tenham a coragem de se prenunciar pseudamente!<br />
Na M.I.S.S.A do diabo, paradoxamente, o DJ está vestido de padre, o fotógrafo se veste de Papa e as meninas tentam cubrir seus corpos expostos e oferecidos com véus de freiras. Quanta falta de respeito! Que ridículo! Lamentável espetáculo de fantoches do diabo profanador.</p>
<p>Os organizadores da M.I.S.S.A (Movimento dos interessados em sacudir sua alma) se condenam e se entregam também pelas chamadas e termos ambíguos que usam na divulgação, como foi no caso da festa em Búzios ( Região dos Lagos do RJ), quando os organizadores escreveram nos cartazes: &#8220;Aproveite a Semana Santa na M.I.S.S.A em Búzios, dia 23/4, de R$ 100 por R$ 18. Vai ser literalmente um pecado deixar de ir&#8221;. Em alguns sites, está escrito a respeito desta anomalia humana e engenharia satânica: &#8220;M.I.S.S.A, Conquistando cada vez mais fiéis&#8221;. E ainda: &#8220;Um pecado não deixar de ir&#8221;. Em todos os cartazes das cidades (Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Natal, Macéio e Niterói) onde já ocorreram esta anomalia (encontrei uma palavra!), está escrito em relação a &#8220;ir pra Missa&#8221; (em um site eles usaram a palavra sem os pontos entre as letras): &#8220;Quem disse que ninguém te chama?&#8221;.<br />
Quanto aos participantes? São manipulados a banalizarem o sentido do pecado (maior desgraça do mundo atual), porque recebem adesivos verdes e vermelhos com inscrições &#8220;peco&#8221; e &#8220;não peco&#8221;. Dentro das casas de show que abrigam esta anomalia, o diabo (sempre muito desrespeitador e invejoso) caracterizou o ambiente infernal da sua diabólica M.I.S.S.A com os elementos sagrados da Liturgia Católica: A mesa de som imita um altar, e há uma grande cruz de madeira no centro do salão. Um altar menor abriga outra cruz e várias de nossas imagens religiosas cercadas de velas. É diabo, pra tua sorte, o povo católico brasileiro é extremamente pacífico e a hierarquia da Igreja extremamente indolente! Se fóssemos mulçumanos&#8230;</p>
<p>É claro que a gelada não podia faltar! Tudo isso é regado de muita bebida, como o diabo gosta, tirando a consciência e a sobriedade de uma geração que já habituada em viver nas mãos dele. Interessante, que em todos os sites onde vi o anúncio e as fotos da anomalia, o patrocínio são das marcas de cervejas. O fundo do cenário da M.I.S.S.A do diabo está cheia da marcas conhecidas no Brasil. Desse jeito, vão descer mesmo&#8230; As revistas oficias sobre bebidas alcoólicas aproveitam para dar informações sobre o consumo de cervejas, whisky, tequila, vodka, cachaça e absolute. Imaginem que clima! Precisa explicar porquê os acidentes de trânsito no RJ durante a noitada não param de subir? Só alegria pro diabo, que consegue fazer a sua festa na &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221;. Ops&#8230;maravilhosa pra quem? Só se for para ele! É ele que tá sacudindo heim&#8230;<br />
A minha maior tristeza como cristão e sacerdote é saber que a grande maioria que frequenta esta anomalia são &#8221;batizados católicos&#8221;. Maior tristeza ainda é que se perguntarmos aos organizadores, eles também se declararão &#8220;católicos&#8221;. E o que diremos dos patrocinadores destas festas? Protestantes, com certeza, não são.<br />
Espero que nossas Dioceses sigam o exemplo da Arquidiocese de Manaus, que se pronunciou contra tal sacrilégio em uma nota de esclarecimento lúcida e profética. Parábens jovens da RCC daquele Estado. Creio que foram vocês os motivadores da Pascom Arquidiocesana.     Chegará um tempo em que os homens se cansarão destas formas atuais de idolatria e escravidão, sentirão o desejo profundo de romper com o relativismo e a degradação moral, retornarão como sedentos ao altar da vida, descobrirão na Santa Missa verdadeira Festa, e nela encontrão o Único capaz de dar sentido às suas vidas. Terão a certeza de que o diabo não pode fazer ninguém feliz e que este mundo não é amigo de ningúem. Entenderão que as festas de outrora  não podem produzir a alegria que somente Deus pode conceder gratuitamente. Trocarão as bebidas pelas águas purificadoras do Espírito, abandonarão as drogas e o sexo animal para buscarem na Palavra e na Eucaristia o tesouro de suas vidas. Buscarão a fidelidade, encontrarão as pessoas certas, constituirão famílias que não cederão ao secularismo, formarão uma nova geração que poderá transformar o Brasil.</p>
<p>Desafiamos os jovens que hoje vivem mortos para que procurem nas Igrejas Católicas a autêntica Missa que Jesus celebrou no Calvário e que salvou a humanidade, resgatando também a tua vida, te salvando para sempre. Os que ainda estiverem vivos em 2013, são convidados a mudarem de vida na Jornada Mundial da Juventude que acontecerá no Rio de Janeiro dos dias 23 à 28 de Julho. Ali, vocês verão jovens do mundo inteiro felizes, sem bebidas e sem drogas, louvando, dançando, escutando o Papa Bento, celebrando a MISSA que pode transformar as nossas vidas. Uma só MISSA pode mudar a tua vida! Está interessado? Quer arriscar? Movimente tua alma de verdade, só com Deus, só em Deus, só por Deus!</p>
<p>Só quando você for a verdadeira MISSA poderás experimentar, com a tua alma em Festa, a verdadeira Alegria que só Deus pode dar!</p>
<p>Rio Bonito, 18 de Novembro de 2011<br />
Pe. Eduardo Braga (Dudu),<br />
Presbítero da Arquidiocese de Niterói-RJ</p>
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		<title>Por quem os sinos dobram?</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 14:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agencia Catolica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por: Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia &#8211; BA
No dia de Finados, costumamos recordar com carinho nossos mortos queridos....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por: Dom Murilo S.R. Krieger, scj<br />
Arcebispo de São Salvador da Bahia &#8211; BA</p>
<p>No dia de Finados, costumamos recordar com carinho nossos mortos queridos. Por um lado, poderíamos dizer que nossa saudade, nosso sofrimento e nossas lágrimas são um problema pessoal ou, quando muito, familiar. Por outro, na grande família dos filhos de Deus, a alegria de um membro deve ser a alegria de todos e a dor de um irmão que sofre deve ser compartilhada por toda a comunidade. São Paulo exprimiu esse entrelaçar-se de nossas vidas com uma afirmação que se tornou clássica: “Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram” (Rm 12,15). O poeta inglês John Donne (†1631) expressou de maneira feliz essa necessidade de solidariedade entre os cristãos. Estava doente, de cama, e ouviu os sinos baterem com aquele toque que anunciava a morte de alguém. O poeta perguntou, então, aos que o cercavam: “Por quem os sinos dobram?”, e ele próprio respondeu: “Eles dobram por ti!” Sim, quando morre um membro da comunidade, são todos os seus membros que participam da mesma dor, por se empobrecerem um pouco com a morte dessa pessoa.</p>
<p>Os que já fizeram a experiência da perda de um ente querido que enfrentou uma longa doença e os que receberam a inesperada notícia da morte de uma pessoa que lhes era muito cara são capazes de avaliar a extensão da dor de inúmeros irmãos que diariamente vivem e sofrem essas mesmas situações. Em cada cristão que sofre, Cristo continua sua paixão. No mundo atual, são outras as estações da Via Sacra, mas o sofrimento e a dor são uma continuação da dor e do sofrimento vivenciados por nosso Mestre, naquela primeira.</p>
<p>É importante saber repartir com todos as muitas lições que aprendemos nessas circunstâncias. É também uma maneira de retribuir o que recebemos daqueles que, ao partirem, deixaram saudades. Eis algumas lições:</p>
<p>Entre as inúmeras experiências que se pode fazer, quando perdemos uma pessoa querida, uma das maiores é, sem dúvida, a da bondade de Deus. Nessas horas, devemos tomar consciência de que a vida de cada pessoa que passou em nossos caminhos é um imenso presente que o Senhor nos deu. Através do profeta Isaías, Ele nos diz: “Eu, o Senhor, te chamei&#8230; e te peguei pela mão” (Is 42,6). Percebemos Sua presença ao nosso lado pela força que nos dá, pela esperança que renova em nosso coração e pela fé que ilumina esses momentos de dor. Como, então, não sairmos dessa experiência de dor animados e fortalecidos?</p>
<p>Outra lição: Deus se faz presente na hora da dor através de parentes e amigos. Diz a Bíblia que “quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro” (Eclo 6,14). Vemos, em tais situações, quantos tesouros temos ao nosso lado! Descobrimos muitas pessoas que também sofrem com tais mortes e, mesmo assim, procuram ser uma presença de bondade junto a nós. Seus gestos de solidariedade não nascem apenas em seus corações. Nascem, em primeiro lugar, no coração do próprio Deus.</p>
<p>Terceira lição: quando se trata da morte violenta de uma pessoa – por exemplo, em um acidente de carro – percebemos o quanto somos responsáveis por nossos atos. O Senhor não nos colocou no mundo para sermos peças inconscientes de uma grande máquina, com comportamentos pré-determinados. Não! Ele nos dá a liberdade e a capacidade de fazermos nossas escolhas e tomarmos as devidas decisões. Podemos e devemos usar nossa liberdade para fazer o bem, para servir. Mas podemos também usar nossa liberdade para fazer o mal, prejudicando com isso outras pessoas. Nós é que, então, passamos a ser causa de dor e tristeza para outros.</p>
<p>Mais uma lição: anima-nos a certeza de que “a figura desse mundo passa” (1Cor 7,31). Somos peregrinos. Nossa vida sobre a terra não teria mesmo muito sentido se não desabrochasse em outra vida, que é eterna. Arde, no coração do Pai, o desejo de dizer-nos um dia, face a face, o que falou a seu Filho por ocasião do batismo, no rio Jordão: “Tu és meu filho amado, de ti eu me agrado” (Lc 3,22).</p>
<p>Aproveitemos, pois, a graça do dia de Finados! Rezemos por nossos mortos e tomemos consciência do dom que continuam sendo para nós!</p>
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