Evangelho de hoje, 12 de julho (Mt 10,24-33): “Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados”
Disse Jesus a seus discípulos: «O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa chamaram de Beelzebu, quanto mais ao pessoal da casa!» Não tenhais medo deles. Não há nada de oculto que não venha a ser revelado, e nada de escondido que não venha a ser conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas são incapazes de matar a alma! Pelo contrário, temei Aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! Não se vendem dois pardais por uma moedinha? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. Todo aquele, pois, que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me renegar diante dos homens, também eu o renegarei diante de meu Pai que está nos céus».
COMENTÁRIO: Deixar-se cuidar por Deus! O Evangelho de hoje dirige o nosso olhar para a Providência divina: “Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados”, diz Nosso Senhor, e o Apóstolo Paulo comenta: “Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8, 28). Ora, ainda que tudo esteja nas mãos providenciais do Senhor, o cuidado que Ele tem para com seus filhos adotivos é de ordem diversa da atenção que Ele dispensa ao restante das criaturas. Os primeiros, respondendo ao chamado de Cristo: “Vinde a mim” (Mt 11, 28), põem-se no círculo de ação de Deus e, deste modo, abandonam-se e deixam-se cuidar; para eles, tudo, sem nenhuma exceção, concorre para o bem, pois se encontram sob a proteção d’Aquele que acalma tempestades e dá ordens aos ventos e ao mar (Mt 8, 23-27). Não são como os demais homens que, afastados de Deus, rejeitam o seu carinho de Pai e se nivelam aos pardais e às outras criaturas. Há que ter em mente, no entanto, que este cuidado providencial que Jesus nos promete nada tem de “teologia da prosperidade”. Que Ele se importe conosco e trate com maior desvelo os que d’Ele se aproximam não significa que seremos poupados das cruzes, das tribulações, das dificuldades, das privações; significa, antes de tudo, que até mesmo os sofrimentos da vida presente contribuem para o bem e para a santificação dos que O amam. Portanto, que não busquemos a Cristo pelos benefícios que d’Ele pretendemos obter, mas por ser Ele o nosso sumo e único Bem: Aquele em quem encontramos a graça para suportar as dores que aqui temos de padecer, o Crucificado a que nos temos de configurar a fim de receber um dia a coroa da glória (1Pd 5, 4), reservada aos que se tornarem dignos de participar da sua Ressurreição. Deixar-se cuidar por Deus não é mais do que deixá-Lo cumprir em nós tudo quanto for do seu agrado!
Orai sem cessar: “Pois o Senhor olha os caminhos dos homens e observa todas as suas veredas” (Prov 5,21)
Nossa Senhora do Silêncio, rogai por nós, pelo fim das guerras e das Pandemias e pela Igreja de Cristo!
Sangue de Cristo, torrente de Misericórdia, salvai-nos!
A Jesus, toda honra, louvor e adoração!
Shalom🙏