Memória de Santa Clara de Assis, Virgem
Ao celebrar hoje a memória de Santa Clara de Assis, a Igreja nos convida a ter diante dos olhos aquela caridade infinita com que nos amou no presépio de Belém o Deus feito homem, despojando-se de sua glória e enriquecendo-nos com a sua pobreza.
Evangelho de hoje, 11 de agosto (Mt 17,22-27): “O imposto do Templo”
Naquele tempo, quando Jesus e os seus discípulos estavam reunidos na Galileia, ele lhes disse: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”. E os discípulos ficaram muito tristes. Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores do imposto do Templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: “O vosso mestre não paga o imposto do Templo?” Pedro respondeu: “Sim, paga”. Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se, e perguntou: “Simão, que te parece: Os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem: dos filhos ou dos estranhos?” Pedro respondeu: “Dos estranhos!” Então Jesus disse: “Logo os filhos são livres. Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol, e abre a boca do primeiro peixe que pescares. Ali encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti”.
COMENTÁRIO: Celebrando hoje a memória de Santa Clara de Assis, a Igreja nos propõe à meditação este amor sobrenatural que tem levado homens e mulheres a se entregarem por completo ao Cristo pobre e sofredor. É por terem experimentado, de um modo ou de outro, a infinita caridade com que foram e são amados por Nosso Senhor que os vocacionados à vida religiosa se dão conta da necessidade de O amar de volta, segundo aquilo de Santo Agostinho: Amavit nos, ut redamaremus eum — “Amou-nos para que o amássemos de volta”. E como seríamos duros de coração se não correspondêssemos ao amor daquele que é digno de ser amado sobre todas as coisas! Aos faustos da nobreza e à falsa esperança das riquezas São Francisco e Santa Clara de Assis preferiram seguir o caminho do próprio Deus, que, embora seja sumamente majestoso, se humilhou e fez pequenino, nascendo pobre e indigente numa manjedoura em Belém; embora seja rico, despojou-se de sua glória, a fim de que por sua pobreza fôssemos enriquecidos com a graça divina e coroados de glória celeste (2Cor 8, 9). Deixemo-nos, pois, contagiar também nós por estas provas evidentes de que o Senhor nos ama e peçamos-lhe a força de O amarmos sempre mais. Qualquer que seja o estado de vida em que nos encontremos, supliquemos a Deus que dilate em nosso coração o fervor de sua caridade, para que, crescendo de virtude em virtude, O amemos pelos que não O amam e reparemos a indiferença com que tantos homens, entregues à paixão adulterina do pecado, O tratam e desprezam.
Orai sem cessar: “Ó bem-aventurada pobreza, que àqueles que a amam e abraçam concede as riquezas eternas.” (Sta Clara)
Santa Clara, rogai por nós, pela Igreja de Cristo e pelo fim das guerras e das pandemias!
A Jesus, toda honra, louvor e adoração!
Shalom🙏

