Evangelho de hoje, 01 de março (Mt 17,1-9): «Transfigurou-Se diante deles»
Seis dias depois, Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os fez subir a um lugar retirado, numa alta montanha. E foi transfigurado diante deles: seu rosto brilhou como o sol e suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro, então, tomou a palavra e lhe disse: «Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias». Ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E, da nuvem, uma voz dizia: «Este é o meu filho amado, nele está meu pleno agrado: escutai-o!». Ouvindo isto, os discípulos caíram com o rosto em terra e ficaram muito assustados. Jesus se aproximou, tocou neles e disse: «Levantai-vos, não tenhais medo». Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser Jesus. Ao descerem da montanha, Jesus recomendou-lhes: «Não faleis a ninguém desta visão, até que o Filho do Homem tenha sido ressuscitado dos mortos».
COMENTÁRIO: Contemplar o rosto de Cristo! Molda-te como a cera, segundo o modelo desta figura, a fim de imprimires a imagem de Cristo, sobre o qual está dito: «o seu rosto ficou resplandecente como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz». Nesta passagem, há quatro coisas a considerar: o rosto, o sol, as vestes e a luz. Na parte anterior da cabeça, que se chama o rosto do homem, há três sentidos, que estão ordenados e dispostos de maneira admirável; são eles a vista, o olfato e o paladar. De maneira análoga, no rosto da nossa alma, temos a visão da fé, o olfato da discrição e o gosto da contemplação. No sol, há claridade, brancura e calor. A claridade do sol convém na perfeição à visão da fé, que, com a claridade da sua luz, medite e crê nas realidades invisíveis. Que o rosto da nossa alma resplandeça como o sol. Que aquilo que vemos pela fé brilhe nas nossas obras; que o bem que analisamos com o nosso olhar interior se realize no exterior, na pureza das nossas ações; que aquilo que saboreamos de Deus na contemplação se transforme em calor no amor ao próximo. Assim, à semelhança do de Jesus, o nosso rosto ficará «resplandecente como o sol» (Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua, franciscano, doutor da Igreja).
Reflexão: «Para o cristão, crer em Deus é crer inseparavelmente Naquele que Deus enviou, “no seu Filho muito amado” em quem Ele pôs todas as suas complacências (Mc 1,11). Deus mandou-nos que O escutássemos (Mc 9,7)» (CIC, 151)
A Jesus, toda honra, louvor e adoração!
Tenha uma abençoada semana!
Shalom🙏💜

