Evangelho de hoje, 04 de fevereiro (Mc 6,1-6): «Um profeta só não é valorizado na sua própria casa»
Saindo dali, Jesus foi para sua própria terra. Seus discípulos o acompanhavam. No sábado, ele começou a ensinar na sinagoga, e muitos dos que o ouviam se admiravam. «De onde lhe vem isso?», diziam. «Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E esses milagres realizados por suas mãos? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, Joset, Judas e Simão? E suas irmãs não estão aqui conosco?» E Ele se tornou para eles uma pedra de tropeço. Jesus, então, dizia-lhes: «Um profeta só não é valorizado na sua própria terra, entre os parentes e na própria casa». E não conseguia fazer ali nenhum milagre, a não ser impor as mãos a uns poucos doentes. Ele se admirava da incredulidade deles. E percorria os povoados da região, ensinando.
COMENTÁRIO: «Se retiver as águas, tudo secará; se as soltar, elas submergirão a terra» (Jó 12,15). Entendamos por água a ciência da pregação, como está escrito: «As palavras da boca de um homem [sábio] são águas profundas, torrente transbordante, fonte de sabedoria» (Pr 18,4); se as águas forem retidas, tudo seca. Sim, tirai aos pregadores a ciência, e os corações que poderiam ter verdejado na esperança da eternidade murcham imediatamente, permanecendo na secura do desespero, apreciando o transitório, ignorando a esperança daquilo que subsiste. E se por água entendemos a graça do Espírito Santo, como diz a palavra da Verdade no Evangelho: «Quem acredita em Mim, como diz a Escritura, “do seu ventre brotarão rios de água viva”»; e o evangelista acrescenta: «Disse isto acerca do Espírito, que estavam prestes a receber os que nele acreditaram» (Jo 7,38-39), esta interpretação está claramente de acordo com as palavras de Jó: «Se retiver as águas, tudo secará»; pois, se a graça do Espírito Santo for retirada ao espírito daquele que escuta a Palavra, a sua mente, que estava verde de esperança quando a ouviu, seca imediatamente. E falar, não de água, mas de águas, no plural, é recordar a graça dos sete dons espirituais, pois os dons que nos enchem são outras tantas águas que se derramam no nosso coração (São Gregório Magno, papa, doutor da Igreja).
Reflexão: «Maria não se escandalizou com o seu Filho: a sua admiração por ele é cheia de fé, cheia de amor e alegria, ao vê-lo tão humano e ao mesmo tempo tão divino.» (Bento XVI)
A Jesus, toda honra, louvor e adoração!
Shalom🙏

