Evangelho de hoje, 09 de março (Lc 4,24-30): «A fé da viúva de Sarepta, que acolhe o enviado de Deus!»
E acrescentou: «Em verdade, vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra. Ora, a verdade é esta que vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e uma grande fome atingiu toda a região, havia muitas viúvas em Israel. No entanto, a nenhuma delas foi enviado o profeta Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel, mas nenhum deles foi curado, senão Naamã, o sírio». Ao ouvirem estas palavras, na sinagoga, todos ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no para o alto do morro sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de empurrá-lo para o precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.
COMENTÁRIO: A fé da viúva de Sarepta, que acolhe o enviado de Deus! Num tempo em que a fome desolava a terra inteira, porque terá Elias sido enviado a uma viúva? Há uma graça especial que liga duas mulheres: um anjo é enviado a uma virgem e um profeta é enviado a uma viúva. Ali Gabriel, aqui Elias; e são escolhidos o anjo e o profeta mais eminentes! Mas a viuvez, em si mesma, não merece louvores, se não se lhe acrescentarem outras virtudes. À história não faltam viúvas; contudo, há uma que se distingue entre todas e as exorta com o seu exemplo. Deus é particularmente sensível à hospitalidade: no evangelho, promete uma recompensa eterna por um copo de água fresca (Mt 10,42); aqui, a profusão infinita das suas riquezas por um pouco de farinha ou uma medida de azeite. Porque nos julgamos donos dos frutos da terra quando a terra é uma oferenda perpétua? Invertemos, para nosso benefício, o sentido daquele mandamento universal: «Também vos dou todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento; e todos os animais da terra, todas as aves dos céus e todos os seres vivos que existem e se movem sobre a terra» (Gn 1,29-30); ao monopolizar, só encontramos o vazio e a escassez. Como podemos esperar o cumprimento da promessa, se não observamos a vontade de Deus? Obedecer ao preceito da hospitalidade e honrar os nossos hóspedes é um santo procedimento; pois não somos também nós hóspedes aqui na terra? Como é perfeita esta viúva! Embora atormentada por uma grande fome, continuava a venerar a Deus; e não guardava as provisões só para si: partilhava-as com seu filho. É um bonito exemplo de ternura, mas é um exemplo ainda mais belo de fé! Pois esta mulher não deveria preferir ninguém a seu filho, mas eis que coloca o profeta de Deus acima da sua própria vida. Reparai bem que não lhe deu apenas um pouco de comida, mas toda a sua subsistência; não ficou com nada para si. Assim como a sua hospitalidade a inspirou a uma doação total, assim também a sua fé a conduziu a uma confiança total (Santo Ambrósio, bispo e doutor da Igreja).
Orai sem cessar: “Minha alma desfalecida se consome suspirando pelos átrios do Senhor. Meu coração e minha carne exultam pelo Deus vivo.” (Sl 83,3)
São José, Santa Francisca Romana e Santa Catarina de Bolonha, rogai por nós, pelo Brasil, pela Igreja de Cristo e pelo fim das guerras e das pandemias!
A Jesus, toda honra, louvor e adoração!
Shalom🙏🔥

