Reflexão do Evangelho 26/02/2026

Evangelho de hoje, 26 de fevereiro (Mt 7,7-12): “Meu Senhor, meu único rei, assisti-me no meu desamparo, porque não tenho outro socorro senão Vós” (Ester 14, 3)
Naquele tempo, disse Jesus ais seus discípulos: «Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lhes também vós, porque esta é a lei e os profetas».

COMENTÁRIO: No Evangelho, Jesus nos convida à oração: «pedi e dar-se-vos-á; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á». Estas palavras de Jesus são preciosíssimas, porque exprimem a verdadeira relação entre Deus e o homem, e porque respondem a um problema fundamental de toda a história das religiões e da nossa vida pessoal: será justo e bom pedir alguma coisa a Deus? Ou a única resposta correspondente à transcendência e à grandeza de Deus consiste em glorificá-Lo, adorá-Lo, dar-Lhe graças, numa oração que será por conseguinte desapegada? Jesus ignora este receio. Jesus não ensina uma religião para elites, totalmente desinteressada. A ideia de Deus que Jesus nos ensina é diferente: o seu Deus é muito humano; esse Deus é bom e poderoso. A religião de Jesus é muito humana, muito simples, é a religião dos simples: «Bendigo-Te, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos» (Mt 11, 25). Os pequeninos, os que têm necessidade da ajuda de Deus e o dizem, compreendem muito melhor a verdade do que os inteligentes que, recusando a oração de súplica e aceitando apenas o louvor desinteressado de Deus, constroem uma autossuficiência do homem que não corresponde à sua indigência, tal como é expressa nas palavras de Ester: «Assisti-me no meu desamparo» (Est 14, 3). Por detrás desta nobre atitude que não quer incomodar Deus com os nossos pequenos males, esconde-se a seguinte dúvida: terá Deus o poder de responder às realidades da nossa vida, poderá Deus mudar as nossas situações e entrar na realidade da nossa vida terrestre? Se Deus não atua, se ele não tem poder sobre os acontecimentos concretos da nossa vida, como é que continua a ser Deus? E se Deus é amor, o amor não encontrará uma possibilidade de responder à esperança daquele que ama? Se Deus é amor, e se Ele não pudesse ajudar-nos na nossa vida concreta, o amor não seria o poder maior deste mundo (Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI).

Reflexão: “É impossível que a porta não se abra diante de tuas batidas! Podes bater e insistir…”
A Jesus, toda honra, louvor e adoração!
Shalom🙏💜

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