Reflexão do Evangelho 14/05/2026

Festa de São Matias, Apóstolo e mártir
São Matias, Apóstolo, foi eleito logo após a Ascensão do Senhor com o fim de substituir Judas no Colégio Apostólico e constituir, assim, uma das doze colunas sobre as quais Jesus quis fundar a Igreja, novo Israel.

Evangelho de hoje, 14 de maio (Jo 15,9-17): «Eis o meu mandamento: amai-vos uns aos outros»
Disse Jesus aos discípulos: «Como meu Pai me ama, assim também eu vos amo. Permanecei no meu amor. Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu observei o que mandou meu Pai e permaneço no seu amor». Eu vos disse isso, para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa. Este é o meu mandamento: “amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai». Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi e vos designei, para dardes fruto e para que o vosso fruto permaneça. Assim, tudo o que pedirdes ao Pai, em meu nome, ele vos dará. O que eu vos mando é que vos ameis uns aos outros».

COMENTÁRIO: Hoje, dia em que celebramos a festa de São Matias, Apóstolo, Jesus nos dá a grande alegria de sermos chamados seus amigos: “Já não vos chamo servos”, diz, mas “amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai”. Como sabemos pela narrativa de Atos, Matias foi eleito para fazer parte do colégio apostólico após a Ascensão do Senhor. Por determinação de São Pedro, os Onze, depois de terem orado a Deus, deitaram a sorte para ver quem era o escolhido para tomar “o lugar de Judas, que se transviou” (At 1, 25). A sorte, conta-nos São Lucas, caiu em Matias, que daquele momento em diante, incorporado enfim ao colégio apostólico, passou a tomar parte no seu mistério, substituindo o “guia daqueles que prenderam Jesus” (At 1, 16). E é precisamente com base na ideia de eleição que podemos entender melhor a natureza da amizade. Toda verdadeira amizade, com efeito, nasce de uma espécie de escolha, de eleição. Quando nos decidimos a amar uma pessoa (não pelo que ela talvez nos ofereça, mas por ela mesma, a ponto de lhe desejarmos o maior de todos os bens — a vida eterna), então temos o princípio de uma amizade sincera. Escolhemos amar por benevolência, não por comodidade; para entregarmo-nos, não para recebermos. Assim nos ama Deus: Ele, que nada tem a receber de nós, pois nada podemos acrescentar-lhe, ama-nos não por sermos amáveis; senão porque Ele mesmo quis amar-nos e tornar-nos amáveis aos seus olhos: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi”. Assim também, num certo sentido, é a nossa amizade com Deus: porque fomos amados por Ele primeiro, somos chamados a amá-lO de volta — não para desfrutarmos dos benefícios e das comodidades que d’Ele podemos obter, mas simplesmente porque Ele é digno de todo o amor que o nosso coração lhe pode dar. E, por amor a Ele, esforçamo-nos por amar tudo quanto lhe diz respeito e cumprir, também por Ele e para Ele, os seus mandamentos: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5, 44). Se somos, pois, amigos de Deus, procuremos conquistar outras almas para essa amizade. Entre inimigos e perseguidores, entre incrédulos e tíbios, há sempre alguém a quem levar Jesus. Como Deus elegeu Matias e fê-lo seu amigo, elejamos também nós os nossos amigos e os apresentemos ao verdadeiro e divino Amigo.

Orai sem cessar: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos.”
São Matias, rogai por nós, pela paz, pela Igreja de Cristo e pelos cristãos perseguidos e martirizados no mundo inteiro!
À Jesus, toda honra, louvor e adoração!
Shalom🙏

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