Evangelho de hoje, 28 de abril (Jo 10,22-30): «Eu e o Pai somos Um!»
Em Jerusalém celebrava-se a festa da Dedicação. Era inverno. Jesus andava pelo templo, no pórtico de Salomão. Os judeus, então, o rodearam e disseram-lhe: «Até quando nos deixarás perplexos? Se tu és o Cristo, dize-nos abertamente!» Jesus respondeu: «Eu já vos disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu pai dão testemunho de mim. Vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna. Por isso, elas nunca se perderão e ninguém vai arrancá-las da minha mão. Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior do que todos, e ninguém pode arrancá-las da mão do Pai. Eu e o Pai somos um».
COMENTÁRIO: «Eu e o Pai somos Um – O mistério da Santíssima Trindade». Jesus manifesta a identidade substancial entre Ele e o Pai. Antes tinha proclamado Deus como Seu Pai «tornando-Se igual a Deus»; por isso os judeus tinham pensado várias vezes em Lhe matar. Agora fala acerca do mistério de Deus, que nós os homens só podemos conhecer por revelação. Depois voltará a desvelar esse mistério, sobretudo, na Última Ceia. «Escuta, o próprio Filho, convida-nos Santo Agostinho: ‘Eu e o Pai somos um’. Não disse ‘Eu sou o Pai’, nem ‘Eu e o Pai é um mesmo’. Mas na expressão ‘Eu e o Pai somos um’ há que se fixar nas duas palavras: ‘somos’ e ‘um’ (…). Porque se são um então não são diversos, e se ‘somos’, então há um Pai e um Filho». Jesus revela a Sua unidade substancial com o Pai quanto à essência ou natureza divina, mas ao mesmo tempo manifesta a distinção pessoal entre o Pai e o Filho. «Cremos, pois, em Deus, que desde toda a eternidade gera o Filho; cremos no Filho, Verbo de Deus, que é gerado desde a eternidade; cremos no Espírito Santo, Pessoa incriada, que procede do Pai e do Filho como Amor sempiterno deles. Assim, nas três Pessoas divinas, que são eternas entre si e iguais entre si, a vida e felicidade de Deus inteiramente uno abundam sobremaneira e se consumam com excelência máxima e glória própria da Essência incriada; e sempre há que venerar a unidade na Trindade e a Trindade na unidade» (Credo do Povo de Deus, n° 10).
Reflexão: “Vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem!”
São Pedro Chanel e São Luís Maria Grignion de Montfort, rogai por nós, pelo Brasil, pelo fim das guerras e das pandemias, pela Igreja de Cristo e pelos cristãos perseguidos e martirizados no mundo inteiro!
A Jesus, toda honra, louvor e adoração!
Shalom🙏

